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Pensamentos...

Mar, flocos de espuma que se desprendem e se desfazem no ar como pequenos sonhos perdidos. Nossos passos deixando pegadas na areia e logo desaparecendo no embate das ondas. Sol se pondo num horizonte vermelho como uma ferida aberta jorrando sangue. Vento na face lisa do tempo, momentos que se perderam para sempre e para sempre eternizados. Noite estrelada, lua branca surgindo e aos poucos se escondendo entre nuvens ligeiras que passam levando para longe segundos de tempo. Tempo que se vai cheio de lembranças, de sonhos e esperanças que se perdem entre passado e presente, entre a alegria da chegada e a dor da partida. O tempo, o mar, o vento, a noite... todas as dores lembradas e esquecidas voltando como borboletas coloridas revoando no ar do pensamento. Silemar – maio/2010
Escrito por silemar às 10h22
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Caso Isabelle

Segunda-feira próxima começa o julgamento contra pai e madrasta da menina Isabelle. Isso se a defesa não conseguir adiar mais uma vez como fez durante o ano passado. Agora os advogados da defesa se baseiam para adiamento do julgamento no fato do pedreiro que seria testemunha da defesa ter desaparecido. Como todo mundo que acompanhou o caso, eu também tenho minhas versões: 1 – Durante uma briga a madrasta teria esganado a garota e o pai pensando que ela estava morta a jogou pela janela. Apesar do vídeo do passeio no Shopping mostrar uma família unida e alegre, brigas muitas vezes surgem de repente, até mesmo sem motivo real. A madrasta é ciumenta, pode ter surgido uma briga durante a volta para casa e daí... esta é mais ou menos a versão da acusação. Também pode ser que o próprio pai tenha esganado a garota e com receio das conseqüências pelo ato de violência praticado, resolveu jogá-la pela janela e junto com a esposa inventaram a história de um terceiro personagem. Tenha sido madrasta ou o próprio pai a esganar e jogar pela janela, essa versão, pelo menos para mim, é a mais provável. Pai e madrasta responsáveis pelo crime hediondo. 2 – Os Nardoni teriam um inimigo inteligente, astuto e determinado a fazê-los pagar pelo crime. Isto é, havia uma terceira pessoa que chegou antes dos Nardoni, cortou a tela, guardou a faca e a tesoura e assim que a menina ficou só ele esganou, jogou pela janela e limpou o sangue. Depois colocou a fralda manchada na água sanitária e foi embora fechando a porta com a cópia da chave que ele teria conseguido anteriormente. Os minutos decorridos entre o momento em que Alexandre entra com a filha e volta para buscar o filho torna essa versão quase impossível. Além disso, os Nardoni nunca falaram sobre um possível desafeto. E alguém que estivesse tão furioso com eles que seria capaz de um ato tão hediondo com toda a certeza seria do conhecimento deles, ou não? Para uma vingança tão terrível teria sido necessário um ato cometido pelos Nardoni que levasse o assassino à loucura. E esse fato não seria esquecido por eles, até porque seria uma base mais sólida para sua defesa. 3 – A própria menina teria cortado a tela e se jogado depois que a madrasta (ou o pai) a esganou. Ou ela o fez para dar um susto em ambos e caiu? Mas, ela teria a idéia de guardar a faca e a tesoura? E a fralda suja de sangue? Ela teria colocado na água sanitária depois de limpar os vestígios de sangue no chão? Tendo sido esganada por alguém ela teria forças para fazer isso? Dificilmente. Não impossível, porém muito difícil de acreditar que uma garota da idade dela tivesse a idéia e as condições físicas e mentais para fazer tudo isso, mas é uma explicação para a porta fechada com chave. Nesse caso apenas o fato da porta estar fechada e não se ter encontrado nenhum vestígio de uma terceira pessoa no apartamento seria explicado. No entanto os minutos decorridos tornam essa versão mais complicada ainda. Não haveria tempo suficiente para ela fazer tudo isso antes da volta do pai, ainda que tivesse a capacidade de raciocinar e agir após o trauma sofrido pelo esganamento. De qualquer maneira, termine o julgamento como terminar, inocentes ou culpados, será a mãe da menina Isabelle a maior vítima desse crime. Ela jamais verá sua filha crescer. Nunca mais nesta vida, pelo menos, voltará a ver seu sorriso, a ouvir sua voz. E isso é muito mais triste e doloroso do que passar anos e anos na cadeia. Isso é irreversível. Não haverá retorno, nunca! Ana Carolina, mãe de Isabelle, não terá filhos de sua filha, netos para amar e acariciar. Não poderá abraçá-la outra vez, nem sorrir das suas graças. Não haverá vida a viver para Isabelle nem conforto para Ana Carolina. Nosso país que deixou de ser um país de jovens perdeu parte do seu futuro com a morte de Isabelle. Não sabemos até que ponto nos afetará essa ausência. Não saberemos nunca quem seria Isabelle na idade adulta. Uma cientista que descobriria a cura para uma doença fatal? Uma pianista que com sua música elevaria nossos corações a um plano superior? Ou apenas uma dona de casa que cuidaria com amor dos filhos que viesse a ter? E seus filhos mudariam alguma coisa no mundo? Como seriam seus netos e bisnetos? Trariam algum bem para a humanidade? Nunca saberemos que mudanças poderiam acontecer e isso porque o sorriso de Isabelle foi apagado pelo crime cometido e ficou apenas na lembrança e na saudade de sua mãe. Silemar- março/2010
Escrito por silemar às 13h10
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A dama do por-do-sol

Estava tão ofegante que precisou parar um instante para tomar fôlego. Também não era para menos, havia praticamente corrido quase todo o caminho na estrada de barro. E era uma boa tirada, mais ou menos uns 3 quilômetros do ponto do ônibus até a sua casa e a estrada um pouco lamacenta devido às últimas chuvas não ajudava. Não se importou que os sapatos novos estivessem apertando dolorosamente seus pés, aliás, nem percebeu o incômodo até que teve de parar para respirar um pouco. Não se entregou ao cansaço nem a dor nos pés. Tudo que queria era chegar a casa, sentar à varanda na sua cadeira de balanço predileta, e como em todas as tardes, assistir ao por-do-sol. Ela adora ver o céu se abrindo em cores enquanto pássaros cantam suas últimas canções do dia e depois a noite chegando mansa, a lua surgindo lenta acompanhada de trilhões de estrelas brilhantes. Essa era sempre a melhor hora do dia, quando se sentia mais viva e mais renovada. Mas, hoje, justo hoje, a tarde está sombria. Não há cores no horizonte. Gordas nuvens escuras obscureceram o céu e a noite chegou sem o brilho da lua e sem estrelas. Ela pensa: será que é minha culpa? Será que minha alma hoje sombria tornou a tarde imersa em sombras também? Mas, que tolice pensar assim... é apenas chuva que irá cair. São nuvens de chuva somente. Amanhã haverá um novo por-do-sol. Mas, eu ainda estarei inteira para gozar sua beleza? Bem, inteira completamente, eu sei que não, porque há alguns meses que já não estou inteira de verdade. Eu já antecedia isso. Fiz pesquisas na Internet, não porque goste, mas para me preparar com antecedência. Nem mesmo gosto de usar o computador. Comprei apenas para que meus filhos e netos não me achassem uma velha retrógrada que é contra o progresso. Mais uma tolice minha, ela pensa. De que adianta se preparar? Ninguém nunca se prepara para o inevitável, o doloroso. Ninguém. Tolice pensar que se está preparada... Ela se lembra do médico que a atendeu. Não recorda mais seu nome, nem seu rosto. Mas, lembra dos seus olhos castanhos, doces e piedosos e lembra o sorriso triste com que ele se despediu dela. Era um médico jovem, ainda não estava acostumado a dar más notícias. Talvez por isso tenha sido tão carinhoso com ela. Abraçou-a pelos ombros e a levou até a porta perguntando se precisava de mais alguma coisa, qualquer coisa. Ela agradeceu seu carinho e se foi sem olhar para trás. Lágrimas quentes, pesadas, dolorosas, começaram a cair. Ela põe as mãos no rosto e baixa a cabeça em total desolação. Fica assim por muito, muito tempo, mesmo depois que as lágrimas secaram ela permanece quieta. Nem parece respirar. As mãos brancas que não mostram sinais de idade continuam escondendo seu rosto amargurado. Seus pensamentos dão voltas em torno do mesmo assunto: Por que meu Deus? Por que eu? Por que agora? É cedo ainda, muito cedo. Ainda tenho muitas tardes para ver as nuvens se tingindo de cores, vermelhas, amarelas, laranjas... por que eu? Por que? Pouco a pouco, o som dos sapos e grilos, que apesar de estranho ainda assim é harmonioso, penetra seu cérebro perturbado e a tira daquela enorme desolação. Olhando para o céu ela vê finalmente a lua que surgiu acompanhada de suas estrelas. As nuvens carregadas e escuras desapareceram e apenas o azul de anil e o brilho emitido pelos astros permanecem no infinito. Ela suspira aliviada, é como se um peso enorme saísse de seus ombros. Recosta-se na cadeira e se balança lentamente. Imagens de um passado não tão distante assim, começam a fluir. Ela lembra das inúmeras tardes ao lado do marido, ali mesmo na varanda. Ambos sentados nas cadeiras de balanço, calados e de mãos dadas curtindo o por-do-sol e a chegada da noite estrelada. Depois que ele morreu, ela manteve a sua cadeira no mesmo lugar como se esperasse que a qualquer momento ele se sentasse para admirar com ela as nuvens se tingindo de cores. Recorda os filhos ainda pequenos correndo no terreiro junto com os cães. Depois os netos chegando, rindo, correndo, muitas vezes caindo e ralando joelhos que ela curava com beijos e carinho. Alguns já cresceram e casaram, outros estão na Faculdade, mas ainda tem os pequenos que quando vêm à sua casa enchem de risos o vazio e torna seu dia alegre e cansativo. Um cansaço gostoso que se espalha pelo seu corpo e mente e a faz dormir melhor à noite. Agora ela se sente mais tranqüila. Afinal nada é tão grave que não possa ser administrado com cuidado. Decide usar o computador para se manter alerta. Irá escrever o nome dos filhos, netos e bisnetos para nunca se esquecer deles. Quando a doença se espalhar ela terá um ponto de apoio para continuar lúcida, pelo menos o mais lúcida possível pelo maior tempo que lhe for permitido. Tomada a decisão, outro suspiro encheu seu peito. Mas, agora é um suspiro de alívio e gratidão pela lembrança que a ajudará a viver os próximos dias, semanas, meses talvez. É final de uma tarde linda. Pássaros procurando seus ninhos na frondosa árvore que dá sombra ao terreiro cantam em homenagem ao por-do-sol. O coaxar dos sapos na lagoa próxima faz coro ao canto das cigarras que anunciam chuva. O céu se tingiu das mais belas cores vistas até então. A beleza desta tarde é realmente inesquecível. A velha senhora está em sua cadeira de balanço. Ao seu lado uma cadeira também de balanço está vazia, mas se move lentamente como se alguém ali estivesse sentado. Jovens homens e mulheres acompanhados de várias crianças chegam afobados e descem dos seus carros. Correm todos para junto da mulher e aos prantos eles percebem que ela se foi. A enfermeira que cuidava dela nesses últimos tempos lhes diz que não quis tirá-la de sua cadeira, preferiu esperar que todos chegassem para vê-la, porque se lhes contasse como estava seu rosto ninguém iria acreditar. Só vendo para crer. Passados os primeiros momentos de angústia eles olham para ela e notam com espanto seu sorriso brilhante, a mão estendida em direção à outra cadeira como se estivesse de mãos dadas com alguém e seus olhos refletem as cores do céu, amarelas, vermelhas, laranjas, como se o por-do-sol partisse de seus olhos para o infinito e não o contrário. Eles a tiram da cadeira na intenção de aprontá-la para a última despedida e do bolso do seu vestido cai um papel. Eles o apanham e abrem. Em letras trêmulas e quase ilegíveis está escrito: Queridos filhos, netos e bisnetos, já não sei usar o computador, até esqueci como ligá-lo. Mas, ainda sei usar o lápis, felizmente. Quero lhes dizer que sou grata por tudo e, principalmente, por esses últimos dias passados aqui na terra. Seu pai esteve sempre ao meu lado, embora eu só o tenha visto quando a doença tornou meu cérebro quase vazio de idéias. Senti a presença de todos vocês. Não sei que dia da semana é hoje, não sei o mês nem o ano, mas sei que vocês têm vindo me visitar todos ou quase todos os dias. Fico confusa com nomes e datas e me atrapalho quando quero lembrar o nome de cada um de vocês. Mas, sempre senti a mão carinhosa da minha querida neta penteando meus cabelos e os embelezando com enfeites de flores. Percebi muitas vezes a mãozinha suave e doce da pequena bisneta acariciando minha face. Ouvi e vi o sorriso sem dentes do meu netinho. Senti os beijos e abraços de todos vocês. E isso é muito mais do que eu esperava sentir quando soube que tinha o Mal de Alzheimer. A princípio sofri muito, tive medo de esquecer vocês meus muitos amados filhos, netos e bisnetos. Tive medo de esquecer meu grande e único amor que foi seu pai e avô. Mas, não foi isso que esqueci. O que fugiu da minha lembrança foram as tristezas passadas, os dias sofridos pela doença do meu amado, a despedida cruel de sua partida tão cedo. O que ficou foi a recordação dos dias passados ao lado dele, o noivado, o casamento, a chegada dos filhos. E também a lembrança de seus primeiros passos, primeiras palavras, primeiros beijos. O cheiro de seus cabelos e a maciez de suas peles ao encontro do meu seio. A alegria de ver a chegada de netos e bisnetos. As tardes cheias de cores, de pássaros cantando, de céu iluminado. E, o mais importante que ficou, o amor dado e recebido, o carinho, os abraços apertados e os beijos estalados que me deram apesar de me sentir tão incapaz de retribuir fisicamente. Mas, meu coração retribuía, minha alma se enchia de alegria e de amor. Portanto, meus queridos, não chorem minha partida. Feliz eu fui e sou. Quisera eu que todos aqueles que venham a sofrer o mesmo mal que eu, possam ter junto a si, filhos, netos e bisnetos como vocês. Não lhes digo adeus. Estarei junto ao seu pai velando por todos e esperando o dia do nosso reencontro. Beijos. Sua mãe, avó e bisavó. (em homenagem aos idosos, homens, mulheres, pais, avós, tios, irmãos, abandonados e esquecidos em abrigos e casas de repouso) Silemar – março/2010
Escrito por silemar às 12h19
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Eter na Mente

Tentei tanto e tanto te dizer Adeus... Mas o poder do teu encanto me deixou caída no caminho. Nunca te disse adeus e ainda te espero louca mesmo sabendo que partiste para nunca mais voltar. E não me disseste adeus. Sei que só em sonhos te encontro. Só entre as sombras tua face me visita e nem assim te digo adeus. Foste embora como o vento, como as águas do rio que nunca voltam ao mesmo lugar nem dizem adeus, nem levam lembranças. Não sentem saudade, não sonham, nem choram nem sentem o que ficou para trás. Por mais que eu tente e tente uma vez mais meu coração demente se recusa a dizer adeus. E então eu faço versos trovas tristes, confusas, solitárias que dizem tudo mas não dizem Adeus. Silemar - março/2010
Escrito por silemar às 13h38
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Entre as sombras e a lua

Eu perdi o momento e os sonhos que tive foram espalhados pelo vento ao longo do caminho. Folhas jogadas ao relento, sonhos que se foram simplesmente porque eu perdi o momento a hora mágica naquele segundo de tempo que torna tudo diferente. Minhas pegadas na areia e a lua fugindo do mar sua sombra caindo nas profundezas e meu sonho se desfazendo. A tua face entre as brumas surgindo como numa foto em preto e branco esmaecida e ainda assim nítida que surge e desaparece torna a surgir e volta a desaparecer junto com a espuma das ondas que quebram na praia. Entre a lua e a sombra entre o mar e a areia é a tua face eterna que surge em meio ao sonho perdido num pequeno e único segundo de tempo. Silemar – dezembro/2009
Escrito por silemar às 13h15
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Maníaca, EU?
Hoje estou me sentindo como um peixe fora d’água, muito fora mesmo!! Imagine que eu estava assistindo à tv (grande novidade!!) e estava passando um programa da tal Márcia não sei das quantas. O programa era sobre "manias" que as pessoas têm ou adquirem ao longo dos anos. As "maníacas" eram 4 mulheres, todas mais jovens do que eu, algumas bem novinhas mesmo!! A 1ª - mania de roer as unhas, lavar as mãos (levanta de madrugada para lavar), volta para ver se fechou a porta e esquece as compras no supermercado; A 2ª - mania de arrumar a casa o tempo inteiro, trocar os móveis de lugar (já perdeu dois guarda-roupas e uma cama, de tanto puxar pra cá e pra lá), não gosta que ninguém sente no sofá e dá banho na filha no mínimo 5 vezes ao dia; A 3ª - Mania de andar com um pano de tirar pó nas mãos e vai tirando a poeira de tudo, inclusive da cadeira onde sentou no programa; A 4ª - Não permite que ninguém lave sua louça, faz feijão na panela de pressão, coloca os temperos em outra panela, troca o feijão de panela, lava a panela de pressão (lava e dá brilho), devolve o feijão para a panela. Coloca a carne (vermelha) na água e deixa de molho até que fique branca. Cheira a comida antes de comer, seja em casa, na casa da filha ou no restaurante!! Bom, depois de tudo isso eu pensei, e eu??? Quais são as minhas manias? Não costumo lavar as mãos com tanta frequência, não como as unhas (eca!!), adoro, simplesmente adoro que alguém lave a minha louça, não cheiro a comida, muito menos cozinho, não troco os móveis de lugar nem vivo limpando a casa (Deus me livre!!). A psiquiatra disse que nada disso era anormal, muito pelo contrário, era normalíssimo!! As jovens que confessaram aquelas “pequenas” manias tinham apenas um pequenino e normal probleminha de TOC!! Bom, então a ANORMAL sou eu, que droga, seu!! E eu que pensava ser cheia de problemas, agora sim, tou com um grande problema: FRUSTRAÇÃO por não ser normal e não ter nenhuma dessas manias! Como se faz para adquirir uma maniazinha por pequena e inofensiva que seja? Só umazinha para eu me sentir normal!! Por favor mandem me dizer, ok? Tou precisada mesmo!! Silemar, frustrada e desmaniacada!!
Escrito por silemar às 13h09
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No me llames extranjero
Um dia desses, de sol radiante, alegre e cheio de boas expectativas, recebi um pps com a canção "No me llames extranjero" que me tocou o coração como nenhuma outra jamais tocou. Infelizmente não poderei colocar aqui a música, mas a poesia mesmo sem acompanhamento musical nos faz pensar, refletir e modificar nossa maneira de pensar e nossos preconceitos raciais. O poeta e cantor que teve a sensibilidade de escrever algo tão belo chama-se Rafael Amor, nascido em Buenos Aires em novembro de 1948. No me llames extranjero porque haya nacido lejos o porque tenga otro nombre la tierra de donde vengo. No me llames extranjero porque fue distinto el seno o porque acuno mi infancia, otro idioma de los cuentos. No me llames extranjero si del amor de una madre tuvimos la misma luz, en el canto y en el beso con que nos sueñan iguales las madres contra su pecho. No me llames extranjero ni pienses de donde vengo. Mejor saber donde vamos, adonde nos lleva el tiempo. No me llames extranjero, porque tu pan y tu fuego calman mi hombre y mi frió, y me cobija tu techo. No me llames extranjero tu trigo es como mi trigo tu mano como la mía, tu fuego como mi fuego y el hombre no avisa nunca y ve cambiado de dueño. Y me llamas extranjero porque me trajo un camino, porque nací en otro pueblo y un día zarpe de otro puerto. Porque conozco otros mares se siempre quedan iguales el adiós, los pañuelos, y las pupilas borrosas de los que dejamos lejos. los amigos que nos nombran, y son iguales los rezos y el amor de la que sueña con el día del regreso. No me llames extranjero. Tráenos el mismo grito, el mismo cansancio, viejo que viene arrastrando el hombre desde el fondo de los tiempos, cuando no existían fronteras, antes que vinieran ellos los que dividen y matan, los que rebon , los que mienten, los que venden nuestros sueños, los que inventaran un día, esta palabra, extranjero! No me llames extranjero que es una palabra triste, es una palabra helada, huele a olvido y a destierro. No me llames extranjero mira tu niño y el mío como corren de mano, hasta el final del sendero. no me llames extranjero. Ellos no saben de idiomas, de límites ni banderas. Míralos se van al cielo con una risa paloma, que los reúne en el vuelo. No me llames extranjero Piensa en tu hermano y el mío. el cuerpo lleno de balas, besando de muerte el suelo. Ellos no eran extranjeros, se conocían de siempre Por la libertad eterna, igual de libre murieron. No me llames extranjero mírame bien a los ojos, mucho más allá del odio, del egoísmo y el miedo. Y veras que soy un hombre. No puedo ser extranjero! 
Escrito por silemar às 19h48
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Não me chames estrangeiro
Agora a tradução livre feita por mim (desculpe se não está exatamente correta) da belíssima poesia de Rafael Amor. Não me chames estrangeiro porque nasci longe ou porque tenha outro nome a terra de onde venho. Não me chames estrangeiro porque sou diferente ou porque os contos da minha infância, eram noutro idioma Não me chames estrangeiro se do amor de uma mãe tivemos a mesma luz e o canto e o beijo com que nos apertam ao peito iguais às outras mães. Não me chames estrangeiro nem perguntes de onde venho. Melhor saber para onde vamos aonde nos leva o tempo. Não me chames estrangeiro porque teu pão e teu fogo acalmam minha fome e meu frio e me abriga o teu teto. Não me chames estrangeiro. Teu trigo é como meu trigo tua mão como a minha, teu fogo como meu fogo. E o homem não avisa nunca quando chega sorrateiro. E me chamas estrangeiro porque venho de outro caminho porque nasci em outro lugar e um dia zarpei de outro porto, porque conheço outros mares se sempre são iguais o adeus, os lenços, e os olhos marejados dos que ficaram longe e os amigos que nos lembram. E são iguais as rezas e o amor daquela que sonha com o dia do regresso. Não me chames estrangeiro. Temos o mesmo grito O mesmo cansaço antigo que vem arrastando o homem desde o começo dos tempos quando não existiam fronteiras antes que eles viessem. Os que dividem e matam os que roubam, os que mentem, os que vendem nossos sonhos, os que inventaram um dia, esta palavra: estrangeiro! Não me chames estrangeiro que é uma palavra triste É uma palavra errada que leva ao esquecimento e ao desterro. Não me chames estrangeiro. Olha teu filho e o meu como correm de mãos dadas até o final do caminho. Não me chames estrangeiro. Eles não sabem de idiomas, de limites, nem bandeiras. Olha-os como vão ao céu com uma leve pomba que os reúne em seu véu. Não me chames estrangeiro pensa em teu irmão e no meu o corpo cheio de balas, beijando na morte o chão. Eles não eram estrangeiros, se conheciam de sempre. Pela liberdade eterna, igualmente livres morreram. Não me chames estrangeiro. Olha-me bem nos olhos, muito além do ódio, do egoísmo e do medo e verás que sou um homem. Não posso ser estrangeiro!
Escrito por silemar às 19h40
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Homo, bi, hetero - Assim é a humanidade
Amparo Caridade // Psicológa amparo_caridade@uol.com.br
Assim estamos na humanidade desde os primórdios. Não houve um tempo em que isso foi diferente. Entre primitivos e civilizados, intelectuais ou iletrados a pulsão humana para o amor sempre se manifestou numa dessas direções. Não se trata de um mal da nossa época, de uma falta de vergonha, pouca moral ou coisa semelhante. É a nossa humanidade, essa que atravessa nosso ser. É ela que é homo, bi ou heterossexual. Somos sim capazes de viver a sexualidade nessa diversidade de orientações. Isso é encontrado em todos os povos, raças, lugares de todos os tempos. Entre nossos índios como entre povos civilizados houve sempre interesses e vivências homo, bi ou heterossexuais. Grandes personagens da história foram homossexuais e sua forma de viver a sexualidade não os impediu de deixarem brilhantes contribuições nos mais variados campos do saber.
É desumano, cravar o punhal ou crítica ferina em pessoas que agem diferente de nós. Talvez devamos suspeitar de nossos saberes absolutos que se arvoram a discriminações. Saberes totalitários, diria, sobre o que é certo, errado, pecaminoso ou virtuoso. Saberes que não somam; dividem muito. Em nome desses saberes, ideias maquiadas de verdade, firmam-se preconceitos, intolerâncias, fundamentalismos, racismos, homofobias. Em nome de saberes assim absolutos se abriram campos de concentração que hoje envergonham a humanidade. O fanatismo atrai todos os raios e leva aos caminhos da perdição, disse bem o jornalista do Diario, José Adalberto Ribeiro.
Os depreciadores da vida são muitos e curiosamente são eles que dizem como deve ser o mundo. O mundo não é mau; nossa desumanidade sim. Quando somos incapazes de amar a vida ficamos de mau humor e aí nos desumanizamos. Perdemos a capacidade de tolerar e apreciar a diversidade. Rejeitamos os que agem diferente de nós sem a busca de uma compreensão do que é mesmo o que se recusa. Recuperar a inocência do olhar será necessário à humildade e bem-estar diante da realidade. Não é o tempo ou umaépoca que é má. Talvez o mal-estar esteja na forma como somos e estamos no mundo. Cuidar do modo como estamos na vida é fundamental para que possamos estar bem no mundo tão diverso que nos cerca. Em nome de que, seríamos seus avaliadores?
Ser homo, bi ou hetero é a orientação sexual de cada pessoa. Não é uma escolha. Se o fosse, quem escolheria uma via que ainda é cheia de rejeições e preconceitos e que causa tanto sofrimento? O preconceito parece nos impedir de avaliar, como é feio e indigno, certos casais que em sagrados matrimônios se maltratam, desrespeitam, impõem vontades humilhantes ao eu do outro. Há muitos homossexuais que do alto de sua ética, competência, dignidade, responsabilidade humana e social fariam corar de vergonha certos preceituadores de virtudes autoritárias. É em nome das intolerâncias que se fazem necessárias certas leis. Quando a humanidade falha em nós, a lei nos vigia e nos acode para que não percamos a cabeça contra nosso semelhante - e faz-se a lei. Foi aprovado o Projeto de Lei número 122, da Câmara, que criminaliza a discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Benvinda a lei. Quem sabe ela nos ajuda a ver que o outro vale pelo que é como pessoa, como sujeito em seu existir.
Escrito por silemar às 11h31
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Pax Deorum

A minha doce e querida prima-irmã Verinha me enviou um slide com fotos, música e esse texto de beleza inigualável. Não poderia deixar de compartilhar com vocês.
Pax Deorum *Antiga saudação em Latim, que significa: “Paz dos Deuses” Texto: Luiz Carlos Gnoatto (Escrito (14/8/2006 – 10/08/2008) “A alma dorme na pedra, sonha no vegetal,agita-se no animal,e toma consciência no homem.”(Léon Denis) “Não temos alternativas: ou investimos todo o nosso esforço e criatividade na criança, através de uma escola de horário integral, com boas aulas, animação cultural, esportes e acompanhamento médico, ou cairemos na barbárie, no pânico coletivo, e teremos medo de crianças.” (Darcy Ribeiro – frase dita em 1987) Ter medo de crianças!?!?! Até onde não chegaremos com nossa humana insanidade!!! Pax Deorum Terra de todos os seres Mãe Natureza de todas as vidas terra de todos os seres, água, fadas, ninfas, gentes, gnomos, duendes, silfos, elfos, serpentes, bichos, fogo, ar, ondinas, salamandras, espíritos, sementes. Terra de seres encantados. De bichos e de homens que poderiam viver irmanados. Mãe Natureza que pariu lugares mágicos e seres magos. Terra que padece com homens malévolos e seus feitos trágicos. Terra alta, Terra baixa! Terra de todas as terras, de todos os bichos, de todas as gentes. Terra de todos os seres, de todos os entes. Terra linda, porque os homens te fazem feia? Terra mágica, da vida soa como onomatopéia. O manancial de toda esta odisséia. Terra de criaturas fascinantes! Por que alguns de teus filhos têm que ser tão cruéis com seus semelhantes? Terra! Ora mãe, ora ferida, do teu ventre brotam sonhos, o teu seio gera vida. Terra de mistérios e encantos, porque os homens te preferem horrenda? Terra que germina em fascínios de uma Mãe Natureza caprichosa. Terra que fenece em delírios insanos de mentes asquerosas. Senhores da guerra, de almas negras e caras brancas. Nenhum lugar do universo é melhor do que a casa da gente! Terra nobre! Terra onipresente! Nós progredimos fazendo trocas desiguais. Estes são dias desleais! Terra é vida! Do teu barro veio o homem e veio a mulher. Terra é amor, do teu ventre vem a semente, vem o fruto e vem a flor. Fabricamos armas competindo para ver quem será aquele que vai criar aquela que matará mais de nós por vez. “Guerras santas, guerras quentes, guerras mornas, guerras frias”(Renato Russus) Terra é origem da vida; terra que me faz. Terra é o fim da jornada do corpo; na terra, meu Eu matéria, descansará em paz. Terra quente. Terra que arde vulcânica sob meus pés. Pés, cheios de calos de tanto andar por este chão. Chão fecundo que tu és. Terra água. Terra, por tuas sendas ando sozinho, mas não perco o caminho, feito pássaro em busca do ninho. Terra caleidoscópica, cio da terra, eterno que se faz presente. Bela e cálida, igual sedução de mulher fulgente. Terra espoliada que de tão castigada, grita catástrofes esganiçadas e mancha o próprio seio com aquarelas ensangüentadas. Terra de lugares que não se pode morrer sem tê-los visto antes. Mesmo na mais profunda escuridão do universo Tu és bela! Tu és fascinante! Tu és a Mãe Natureza. Tu és o chão do nosso lar! E como tu vais estar, terra bela, quando eu crescer? O que será da Mãe Natureza se nossas crianças não desfrutarem deste espetáculo chamado Terra? Por quanto tempo ainda te deixaremos assim bela? Por quanto tempo nós, humanos, te deixaremos assim viva? Por quanto tempo ainda veremos teus encantos? Terra esplêndida! Como tu estarás quando eu crescer? Humanos gerando morte predatória de filhotes humanos. Humanos gerando morte predatória de filhotes de outros animais. Humanos, presunçosos e arrogantes em sua demência, levando morte à natureza e aos seres e a si mesmo a decadência. E se a ordem fosse inversa? Terra Bela, onde está tua esperança? Crianças!!! Sim, as crianças! Sementes do homem e confiança da terra. Dos seus entes o horizonte de bonança Terra bela; terra feia. Terra boa; terra horrenda. Que herança deixaremos para as próximas gerações? Terra mãe, um dia sim, não sei quando, para o teu ventre voltarei. Corpo limpo no teu seio para sempre dormirei Alma livre, por mundos inatingíveis de qualquer universo, eternamente vagarei. “O oposto do amor não é o ódio. É a indiferença” (Érico Veríssimo) Não se omita de preservar a tua parte de vida, de natureza, de terra Apaixone-se pela natureza! Preserve a vida! Em todas as suas formas e espécies! Vale a pena!
Escrito por silemar às 11h53
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Mais um amigo que parte...
Hoje recebi a triste notícia de que Ronaldo Soares se foi. Criou asas e voou para o infinito, deixando conosco muitas saudades e lembranças felizes do tempo em que aqui viveu. Quem conhecia Ronaldo apenas através do seu programa na Rede Record, Empresas e Empresários, via um homem sério colocando no ar notícias sérias. Não viu, não conheceu o outro lado de Ronaldo. O lado menino apesar dos seus quase 56 anos, o lado maroto, o lado generoso. Nós que tivemos a sorte de conhecê-lo mais intimamente fomos os felizes ganhadores dessa loteria que é a amizade, o conhecimento, o prazer de compartilhar momentos que ficarão para sempre em nossas lembranças. Adeus meu amigo. Adeus, não. Até um dia quando certamente nos encontraremos outra vez. Nesse momento o céu e os amigos que lá se encontram nos esperando estão em festa com sua chegada, enquanto nós aqui continuaremos a sentir sua ausência. Ronaldo Soares – 22 de dezembro de 1953 – 05 de novembro de 2009.
Escrito por silemar às 12h15
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Um dia mais do que especial
Dia 31 de outubro de 2009 foi um dia mais do que especial. Um dia onde o futuro, a realidade e a magia se encontraram. Minha amiga Ilma Torres de Morais é dona e diretora de um dos melhores colégios daqui, o Colégio Emília. E me fez um convite para apresentar meus contos infantis aos seus alunos. Confesso que fui um pouco apreensiva, mas nós todos nos surpreendemos com o interesse demonstrado pelas crianças. Todos os alunos demonstraram não somente interesse, como também fizeram muitas perguntas sobre literatura. E hoje, graças a esse mágico e surpreendente encontro, eu volto a acreditar no futuro de nossa Pátria 
Escrito por silemar às 19h20
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Desencanto...
Pouco a pouco todas, todas as ilusões da minha infância estão se desfazendo como poeira no ar. Sabe quando você vê uma réstia de luz e nela pontinhos que também parecem luzes, mas são apenas poeira e vão pouco a pouco sumindo até que desaparecem sem deixar rastros? Pois é assim que venho me sentindo com relação às coisas em que eu acreditava, como lealdade, heroísmo, idealismo, humanidade, etc. Quando eu era criança e entrava no galpão onde meu tio guardava as sacas de algodão, eu adorava ver a poeira subindo pelas réstias de luz e sempre me dava uma tristeza saudosa quando elas sumiam. É a mesma tristeza que sinto agora vendo se desfazerem uma a uma as belas mentiras para mim tão verdadeiras, hoje transformadas em poeira e sem as réstias de luz que as transformavam em estrelas. Gostaria de não ter crescido, de nunca ter ficado adulta, de viver para sempre com as minhas fadas, meus duendes, cavalos e príncipes encantados, com minhas réstias de estrelinhas perdidas na terra. Gostaria de continuar a ver carneiros nas nuvens, o dragão na lua (eu sempre torcia pelo dragão, nunca por São Jorge), gostaria de voltar a ser criança e acreditar que é possível encontrar a Chave do Tempo como Emília do Picapau Amarelo. Mas, quando assisto o Jornal Nacional, quando escuto as notícias dos nossos deputados, senadores, governadores, presidente, quando fico sabendo que uma garota matou os pais por dinheiro, que crianças cegaram um pobre cavalo e depois tocaram fogo nele, sinto-me velha, solitária, triste e desencantada. Onde estão os valores em que acreditávamos? Para onde foram a lealdade, o respeito aos mais velhos, a educação, os princípios morais e religiosos? As crianças hoje agridem seus pais e professores. Não acreditam em fadas, não lêem Monteiro Lobato nem Os Contos da Carochinha. Em vez disso brincam de “matar” nos jogos de computador, fazem Orkut e escrevem coisas de arrepiar os cabelos das pessoas que como eu ainda falam e escrevem um português compreensível, mesmo que contenha alguns erros gramaticais. É ruim voltar à realidade e ver que acreditei quase somente em mentiras e que a verdade é tão triste e dolorosa que não vale a pena nela acreditar. Por isso continuo com minhas fadas, duendes e elfos. Ainda me encanta ver estrelas na réstia de poeira e imaginar São Jorge na Lua apanhando do Dragão. Ainda olho para o céu e vejo as nuvens formando figuras engraçadas e à noite eu imagino que as estrelas são os olhinhos dos anjos olhando para a Terra e desejando que os homens se tornem realmente a imagem e semelhança de Deus.

Escrito por silemar às 12h12
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Uma criança e um cão
Uma criança e um cão. Imagens que nos trazem lembranças felizes e caras ao nosso coração. Sensação de beleza e paz, inocência e esperança, amor e sonhos. Uma criança e um cão. Existe algo mais profundamente inocente? Ambos são simples e verdadeiros. Não ligam para riquezas e curtem o momento como ele se apresenta. Nós todos fomos assim como essa criança e esse cão. Mudamos ao longo da vida, perdemos essa capacidade de sermos simples, de viver intensamente cada momento, de curtir o vôo de uma borboleta, de olhar encantado para uma flor ou uma pedra. Alguns poucos conseguem manter dentro de si a criança que foram um dia e continuam suas vidas iluminadas pela magia, pela esperança e a certeza de que não é preciso ter riquezas para ser feliz e olhar o mundo com olhos cheios da alegria de viver e deixar viver. 
Essa criança linda e cheia de amor é Sophia, a sobrinha querida da minha amiga Ilma. Ela trouxe esperança e alegria para todos. Que ela cresça forte e verdadeira mantendo sempre em seu coração a luz divina do amor a Deus e à natureza. 
Essa é Lua, a cadelinha traquina e feliz que foi resgatada da rua e hoje enche de alegria a casa da minha amiga Ilma. Seu olhar demonstra a fidelidade e o amor que só alguns seres privilegiados conseguem transmitir.
Escrito por silemar às 12h49
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Teste inteligente
Impressionante como dá certo. Leia com atenção. Pegue uma caneta e marque sua resposta. Depois, só depois de escolher, você deve olhar o resultado na página seguinte, ok? Imagine que você está no meio da selva e encontra uma cabana às margens de um rio. Você entra na cabana e vê à sua esquerda sete pequenas camas e à direita uma pequena mesa com sete cadeiras. Sobre mesa tem uma cesta com 5 tipos de frutas. São elas: a.) Maçã b.) Banana c.) Morango d.) Pêssego e.) Laranja Qual fruta você escolheria? - A sua escolha revela muito de você. Resultado do teste no final da página **************************************************** **************************************************** *************************************************** Escolheu direitinho? Com bastante cuidado? Olhe agora o resultado do seu teste e veja só se não é impressionante como dá certo!! a.)Se você escolheu a maçã significa que você é do tipo de pessoa que adora comer maçã. b.)Se você escolheu a banana significa que você é o tipo de pessoa que adora comer banana. c.)Se você escolheu a morango significa que você é o tipo de pessoa que adora comer morango. d.)Se você escolheu a pêssego significa que você é o tipo de pessoa que adora comer pêssego. e.)Se você escolheu a laranja significa que você é o tipo de pessoa que adora comer laranja.
Aposto que você tá louco pra me dar uma porrada, né? Bem... Eu também ainda estou procurando o filho da p... que me mandou esta po....
Escrito por silemar às 20h08
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